Fascite Plantar

A FASCITE PLANTAR, conhecida popularmente com “esporão de calcâneo” trata-se de uma lesão extremamente comum da fáscia plantar. Estudos mostram que ela acomete aproximadamente 1 milhão de norte- americanos todos os anos, contabilizando 1% de todos os atendimentos ortopédicos nos Estado Unidos, a um custo anual de até 376 milhões de dólares.

Embora sua real causa ainda seja desconhecida, acredita-se que sua origem seja multifatorial. Dentre esses fatores, sabe-se que a fascite plantar acomete mais mulheres com faixa etária de 40 a 60 anos com sobrepeso e sedentária. Sabe-se também que profissões ou hobbys que geram sobrecarga na região plantar, tais como segurança e corredores, são mais afetados. Por outro lado, embora essas são as causas mais comuns, sabemos que a fascite plantar também pode ser um sinal de doença reumatológica, tais como as espondiloartropatias.

 

Sabemos que a fascite plantar trata-se de inflamação da onde a fáscia plantar fixa-se ao osso calcâneo. Seu diagnóstico é principalmente clínico. Sua sintomatologia trata-se de uma dor na região do calcanhar, cuja primeira pisada do dia é a mais dolorosa, e após andar por uns minutos, a dor tende a aliviar-se. No entanto, ao levantar-se após um repouso prolongado, a dor retorna.

Embora não seja necessário realização de exames para seu diagnóstico, a utilização de exames de imagem como radiografia, ultrassonografia e ressonância magnéticas podem complementar o diagnóstico.

O tratamento é dividido em primeira linha, segunda linha e cirúrgico.

Primeira linha:

- Este é o tratamento primordial e responsável por melhora de até 80% das lesões. Neste momento, atenta-se basicamente para o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, adequação do calçado e muito alongamento.

 

Segunda Linha:

- Destinado para os casos pouco responsivos ao de primeira linha. Geralmente indicado seu início após 2-3 meses do tratamento de primeira linha muito bem feito. No entanto, mesmo neste momento, a manutenção do tratamento de primeira linha é essencial. Existem diversas modalidades do tratamento de segunda linha, sendo os mais comuns o tratamento por ondas de choque SAIBA MAIS e a infiltração local. Ambos estão associados a bons resultados.

 

Cirúrgico:

- O tratamento cirúrgico, raramente indicado, reserva-se apenas a aqueles casos refratários ao tratamento de primeira e segunda linda. Dentre os procedimentos mais comumente realizados estão a fasciotomia parcial e a liberação do tendão do músculo gastrocnêmico medial.