Impacto Posterior do Tornozelo

O impacto posterior do tornozelo é uma lesão muito comum em dançarinos e atletas que realizam exercícios que necessitam de muita mobilidade do tornozelo, mais especificamente aqueles que realizam flexão plantar repetitivamente.

Este impacto caracteriza-se por uma dor na região posterior do tornozelo ao realizar a flexão plantar. Isso acontece quando algum tecido, ósseo ou não, é comprimido repetidas vezes na região posterior do tornozelo.

As principais causas do impacto posterior são:
- Presença de “os trigonum” Saiba mais
- Presença de processo posterior de Stieda
- Cicatrizes locais secundárias a entorses
- Presença de fraturas prévias do maléolo posterior da tíbia
- Hipertrofia ligamentar local
- Entre outras

OBS: Essas lesões podem gerar impacto, no entanto, a presença dela muitas vezes não geram sintomas.

 

É importante saber que a dor na região posterior do tornozelo pode ser secundária a várias patologias, sendo o impacto posterior apenas uma delas. Além disso, a simples presença de um “os trigonum”, processo de Stieda, fratura, entre outras causas do impacto não significa que possui impacto. Para ter o diagnóstico é necessário ter dor local.

O diagnóstico é confirmado através de exames de imagens. As radiografias, na qual, podem ser realizadas em flexão plantar como na imagem acima demonstrando impacto um “os trigonum” gerando impacto em paciente com sintomas. A ressonância magnética auxilia no diagnóstico do impacto e também no diagnóstico diferencial, sendo normalmente solicitada.

 

O tratamento é inicialmente não cirúrgico. As medidas realizadas são evitar atividades na qual gera o impacto, ou seja, afastamento de esportes. Como há várias causas de impacto, a utilização de botas imobilizadores é feito para casos mais sintomáticos. Em casos mais brandos, solicita-se apenas o uso de calçados sem saltos, para evitar o impacto. Fisioterapia para analgesia e fortalecimento muscular é também normalmente solicitado.

Quando o tratamento não cirúrgico gera resultados insatisfatórios, optamos pelo cirúrgico. Este pode ser realizado por câmeras (artroscopia) ou de maneira aberta. Isso depende da experiência do cirurgião e tamanho do osso (os trigonum / processo de Stieda) que será ressecado.

 

A recuperação cirúrgica gira em média de 4-12 semanas para retorno ao esporte.

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